Owner
Carol. Carolina Kowalski Piazza. Tenho 16 anos e estou no ano colegial. Moro em Floripa/SC. Extrovertida e tímida. Gosto de ler e escrever. Gosto de Matemática, Química e Física. Meio CDF. Vagal. Chata. Sincera. Sensível. Chorona. Risonha. Impaciente. Chocolate. Chiclete. Compras. Livros. Filmes. Música. Chuva. Sol. Praia. Pipoca. Rosa.
July - 2008
01/07 Endocrinologista
04/07 Chocolate com Pimenta / Interséries no CC / Nicole vem
05/07 Reunião do Intercâmbio / Cinema!
06/07 Nicole Vai :/
14/07 Nutricionista
16/07 Simulado tipo ENEM
18/07 Férias!
20/07 São Paulo ;}
21/07 Visto Americano
22/07 Volto de São Paulo ;/

Weight
  • 22/04 69,7 kg ;_; ('Início' da dieta)
  • 23/05 69,3 kg - nem fiz direito
  • 23/06 66,5 kg com problemas hormonais
  • 01/07 66,2 kg com problemas hormonais [2]
  • 14/07 65,3 kg ainda, hormônios?

  • Mesa de Cabeceira
    Casa De Pensão
    Aluísio Azevedo
    Fanlistings
    Edward Norton *-*~~ Johnny Depp *¬* Sawyer! :} Fushigi Yuugi ^-^ Ayashi No Ceres ;]  The GazettE! *Q*~ Nickelback! :D
    TheFanlistings

    To Read
    7 Hábitos de Pessoas Eficazes (Stephen Covey)
    A Cidade do Sol (Khaled Hosseini)
    A Bússola de Ouro
    A Montanha e o Rio (Da Chen)
    Aldous Huxley
    As Crônicas de Nárnia (C.S. Lewis)
    As Memórias Do Livro (Geraldine Brooks)
    Avalon High (Meg Cabot)
    Cem Anos de Solidão (Gabriel Garcia Márquez)
    Clarice Lispector
    Crime e Castigo (Dostoiévski - não sei escrever)
    Cruzada: A caminho de Jerusalém (Jan Guillou)
    Don Juan (Molière)
    Dom Quixote (Cervantes)
    Garoto Encontra Garota (Meg Cabot)
    Gossip Girl 7 (Cecily Von Ziegesar)
    Gossip Girl 8 (Cecily Von Ziegesar)
    Gossip Girl 9 (Cecily Von Ziegesar)
    Gossip Girl 10 (Cecily Von Ziegesar)
    It Girl! (Cecily Von Ziegsear)
    Harry Potter And The Order of Phoenix
    Harry Potter And The Half-Blood Prince
    Harry Potter e as Relíquias da Morte
    Jogo De Criança (Carmen Posadas)
    Kafka (Não sei o quê ainda)
    Lemniscata - O Enigma do Rio (P. Drummond)
    Não Há Segunda Chance (Harlan Coben)
    O Apanhador no Campo de Centeio (Salinger)
    O Diário de Bridget Jones (Helen Fielding)
    O Grande Mentecapto
    O Guardião de Memórias (Kim Edwards)
    O Inocente (Harlan Coben)
    O Machado Gentil (R.N. Morris)
    O Mundo de Sofia (Jostein Gaarder)
    O Morro dos Ventos Uivantes (Emily Brönte)
    O Nome da Rosa (Umberto Eco)
    O Último Templário
    O Vendedor de Sonhos (Augusto Cury)
    Olga
    Oliver Twist (Charles Dickens)
    Orgulho e Preconceito (Jane Austin)
    Os 100 Melhores Contos de Terror do Século XIX
    Piratas! (Celia Rees)
    Precisamos Falar Sobre Kevin (Lionel Shriver)
    Quem Tem Medo do Escuro? (Sydney Sheldon)

    Meio grande essa lista :)

    Read - 2008
    A Little Princess
    Insônia
    O Cão dos Baskerville (Sir Arthur Conan Doyle)
    As Brumas de Avalon 2 (Marion Zimmer Bradley)
    Eu sou o Mensageiro (Markus Zusak)
    As Brumas de Avalon 3 (Marion Zimmer Bradley)
    Contos de Machado de Assis
    As Brumas de Avalon 4 (Marion Zimmer Bradley)
    O Triste Fim de Policarpo Quaresma (Lima Barreto)
    Medo e Delírio em Las Vegas (Hunter S. Thompson)
    Sushi (Marian Keyes)
    Q.B.VII (Leon Uris)
    Viagem ao Centro da Terra (Júlio Verne)

    Meio pequena essa :X

    To Watch
    Johnny Depp:
    The Diving Bell and The Butterfly
    O Último Portal
    The Rum Diary
    Absolutamente Los Angeles
    Medo e Delírio
    O Bravo
    Donnie Brasco
    Tempo Esgotado
    Dead Man
    Ed Wood
    Benny And Joon
    Arizona Dream - Um Sonho Americano
    A Hora do Pesadelo 6
    Queimando-se lentamente
    Férias do barulho
    A Hora Do Pesadelo

    Brad Pitt:
    O Assassinato De Jesse James Pelo Covarde Robert Ford
    Full Frontal
    Confissões De Uma Mente Perigosa
    Jogo De Espiões
    A Mexicana
    Quero Ser John Malkovich
    Inimigo Íntimo
    Os 12 Macacos
    Se7en
    Entrevista Com o Vampiro

    Edward Norton:
    Pride And Glory
    Fear Itself
    Motherless Brooklyn
    Vale Proibido
    Frida
    A Cartada Final
    Tenha Fé
    A Outra História Americana
    Cartas na Mesa
    Out Of The Past
    O Povo Contra Larry Flint
    Todos Dizem Eu Te Amo

    Outros:
    O Cubo 0
    O Nome da Rosa
    O Poderoso Chefão 1
    O Poderoso Chefão 2
    O Poderoso Chefão 3
    O Morro Dos Ventos Uivantes
    A Lenda Do Tesouro Perdido
    A Lenda do Tesouro Perdido 2
    As Crônicas De Nárnia
    Meu Monstro de Estimação
    O Operário
    Grrr, Na Idade da Pedra
    Amistad
    Chicago
    A Noviça Rebelde
    Alexandre, O Grande

    Visito
    01 . 02 . 03 . 04 . 05 . 06 . 07 . 08 . 09 . 10 . 11 . 12

    Sites/Credits
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    Sexta-feira, Agosto 01, 2008
    O ser humano é um organismo complexo. Dedica sua existência - ou parte dela - a entender os mistérios do próprio funcionamento. Seja ele psíquico ou físico. Eu acho que gosto de analisar um pouco o comportamento das pessoas. Pelo menos o meu, eu gosto.
    Mais um tempão sem blog. E acho que passarei mais um tempão. Começo a encarar isso como um bom sinal. Aliás, ótimo. Por que? Porque em meio a profundas análises eu descobri que eu uso o blog não só como ferramenta de escape. Mas como indício de... solidão. Isso mesmo meu caro, solidão.
    Isso deve explicar o fato de que eu só volto aqui quando tem algum problema acontecendo e eu preciso realmente desabafar. E geralmente quando desapareço é porque estou levando uma vida agitada - seja na escola, seja social. Como nessas férias. E, espero, nas próximas semanas - ou meses, já que daqui a 14 dias eu viajo pros EUA (!!!!), conseguirei me manter ocupada o suficiente preparando tudo pra viajar. Mas principalmente curtindo os dias que me restam e celebrando os que virão.
    Só o que posso dizer é que os últimos dias têm sido doidos. Eu nem sinto vontade de escrever sobre eles. Acho que é uma tendência de todo mundo... Abrir a boca quando as coisas estão erradas. Simplesmente despejar todos os seus problemas em cima de um bom ouvinte. Que às vezes até te dá conselhos. Assim é bem fácil - não que eu condene a prática. Não há nada de errado, eu também faço isso, oras.
    O que eu quero dizer é... Ando numa crise existencial. Reconsiderando os últimos tempos. O quanto eu deixei de aproveitar até agora. Lógico que muita coisa valeu a pena. Pena... Pena ter perdido algumas coisas. Sempre estarei disposta a reavê-las, que nem hoje, no cinema. Eu, a Aline, a Julia, a Cássia, a Jô, a Bia e a Tamara fomos pro shopping. Vimos Batman (e o Heath Ledger é um show a parte... Fala sério, ele é FODA) e.. fofocamos. Rimos pra caramba e eu me diverti muito. Sem ressentimentos, brigas, mágoas. O que aconteceu ficou no passado e.. que seja sempre assim. Eu sei que a nossa amizade - me refiro mais à Julia, considerando que as outras entraram no ano passado - nunca mais vai ser a mesma. Mas essa é a definição de seguir em frente certo? Acho que você não pode manter todas as pessoas que gosta por perto. É impossível. Não que existam tantas assim que eu quero por perto. É só que acho que não tem tanto espaço..

    Ao mesmo tempo, quero me aproximar sempre que possível. É o tipo de amizade que eu quero guardar. Mesmo que a gente não conte mais tudo uma pra outra. Mesmo que a gente não saia mais juntas. Amizade é isso. Agora eu entendo. E escrevo isso pra eu me lembrar que a Julia vive pisando na bola com um monte de coisas, mas... Bom, ela também é um ser humano, que se encaixa na descrição acima. Complexa.
    Aliás, eu precisava disso antes de viajar.

    Precisava também sentir essa de seguir em frente com meu novo grupo. Ok, não sei se dá pra chamar bem assim... Ainda estamos meio longe disso tudo. Eu nem sei das fofocas e dos rolos. Mas o que conta é que eu achei um pessoal com quem eu comecei a me importar. Mesmo. Gosto de sair com eles, ficar conversando até altas horas... Não conheço nenhum deles muito bem ainda. Simplesmente me deu uma grande vontade de conhecer. E essas coisas novas que estão acontecendo (e que a minha mãe não é muito fã, mas ela supera) estão me fazendo muito bem. De um jeito estranho. Desse jeito que me faz analisar meu comportamento atual e as coisas que eu fiz anteriormente. Definir minha própria existência e meus objetivos.

    Cruzes, profundo demais esse meu momento. Na verdade, não estou tão certa de ter conseguido transmitir com entusiasmo o suficiente. Mas enfim, ninguém disse que ter 16 anos ia ser fácil de alguma forma.

    said by Caroll at 1:20 AM

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    Quarta-feira, Julho 16, 2008
    CBN Diário: Figueirense X Santos - O que vale é a intenção! x)

    Essa semana não-blogada passou como se fosse um dia para mim. A lua já está cheia. Eu disse. Nem percebi o tempo passar pois fiquei totalmente imersa em um livro fantástico que descobri nas entranhas do armário emperrado aqui no quarto. Amarelado, empoeirado, meio despedaçado, e muitos outros ados... Armei uma verdadeira batalha aqui em casa pois descobrimos que, junto com os livretos infantis que minha mãe ganhava para trabalhar com seus alunos, ela vendeu a um sebo, também, os CLÁSSICOS DA LITERATURA - estrangeira - E TODOS OS LIVROS BONS QUE ELES TINHAM GUARDADO PRA EU LER POR ANOS A FIO. Ok, ok, Passe a sabedoria a diante. Mas passe-a DEPOIS DE ADQUIRI-LA! Caramba, meu pai, leitor assíduo até os.. sei lá, até ele se tornar preguiçoso. E minha mãe, formada em letras. Mas nenhum livro idiota. Tem só os meus... E os que eu já havia salvado, os brasileiros, que precisarei para o vestibular. Aliás, conferi já a lista de livros cobrados no vestibular do ano que vem, vou pegar agora:

    O Ateneu - Raul Pompéia
    A Escrava Isaura - Bernardo Guimarães
    Contos: Coleção Grandes Leituras - Machado de Assis
    O Pagador de Promessas - Dias Gomes
    Incidente em Antares - Érico Veríssimo
    O Vôo da Guará Vermelha - Maria Valéria Rezende
    Homens e Algas - Othon D’Eça
    O Código das Águas - Lindolf Bell


    Desses, não li nenhum. Bom, talvez um.. Ou meio. Os contos de Machado de Assis. Presumo que alguns se repitam. Fora isso, tenho um trabalhinho pela frente. Não acho que será problema, são apenas oito livros. Ok, 7,5.

    Mudando completamente de assunto, perdi, desde a última vez que estive no médico, 1,3 kg. Todos estão felizes por mim, menos eu mesma. Acho que é porque ele fica me pedindo números e me sinto meio pressionada. Na primeira ele tinha me pedido 4, dei 3. Agora que ele pedira 3, dei-lhe 1,3. Dessa vez não me pediu peso, mas sim 6 cm de cintura. Acho que dá. TEM QUE DAR. Porque depois, é Estados Unidos. E eu nem sei como eu vou fazer lá.
    Sei que segunda-feira vou fazer a entrevista para tirar visto. Sei que não sei se a minha redação no Simulado "tipo ENEM" foi boa. Sei que tirei mais ou menos 70% no gabarito :// Sei também que fugi do assunto do livro.

    Q. B. VII, de Leon Uris foi o que andei lendo esses dias. Um romance bem profundo, e, roubando as palavras de quem quer que tenha escrito a orelha do livro, tem seu tema "explorado com raro talento e introspecção". Através dele, toma-se consciência de uma parte (que presumo que seja ínfima, no contexto do livro) das experiências psicóticas realizadas pelos médicos nazistas (ou não tão nazistas) nos campos de concentração. Em especial, Jadwiga, situado na Polônia. (E, fazendo uma super-rápida pesquisa no Google, acho que é fictício) Pesquisa não tão rápida... Jadwiga é ou o nome de uma mulher ou.. bom, aparece em sites que fazem menção ao livro. Ou seja, não existe. Enfim, Doutor Adam Kelno é acusado de colaborar com experiências feitas por Nazistas relacionadas a técnicas de esterilização em massa de judeus por meio de radiação. Quase metade do livro é tomado pelo incrível e revelador julgamento do homem. Não consegui largar o livro, desde o início. Muito informativo, inclusive sobre o sistema jurídico Inglês, que é tão perfeito que eu gostaria de morar lá. Ok, eu já gostaria de morar lá de qualquer jeito. E todos aqueles detalhes sobre a vida dentro de um campo de concentração. Não só o trabalho, as surras, a falta de comida e de roupas adequadas... Mas as sinistras experiências realizadas dentro dos reservados Alojamentos. Se for realmente como narrado no livro - se bem que deve ser bem parecido mesmo. A mente louca de um - não, não um, milhões - de anti-semitas que trabalhavam juntos para dominar o mundo.
    Me pergunto o que teria acontecido à humanidade se eles tivessem conseguido seu objetivo.
    Não, prefiro afastar essas idéias malucas. Aquele curto período da História manchou nossas memórias (ok, a de quem viveu na época, mas me deixa curtir o momento) de vergonha e sangue. Esse passado que tantos querem apagar dos livros e filmes. Acho que tem que ser o contrário (não que o tema não tenha sido o suficientemente discutido), que deve ser relembrado de novo e de novo, para que o erro não se repita. Não na mesma escala né, porque vive se repetindo.

    Acho que por hoje tá bom.. Uma reflexãozinha, resultado do efeito que o livro teve em mim. Continuava a ler, mesmo que minhas mãos tremessem e calafrios me percorressem a espinha. A curiosidade e a repulsa se misturavam e não me deixaram largá-lo por um minuto. Não me decepcionei. Ainda bem que esse sobreviveu ao Sebo do Mal.

    Figueirense 1 X 0 Santos. Tá no primeiro tempo, dá pra fazer bem mais xD

    EDIT
    Ficou no 1 x 0 mesmo! (em compensação, perdeu depois de 7 x 1 pro Grêmio :XX)
    Acho que peguei a lista de livros do ano errado õ_o
    /EDIT

    said by Caroll at 9:16 PM

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    Quarta-feira, Julho 09, 2008
    Cheguei a uma conclusão hoje.
    Ok, foram várias. Mas teve uma em especial que deu um clique na minha mente, assim, sem aviso prévio. Descobri o meu dilema de personalidade: Solícita/Impaciente. Por que que às vezes ajo de maneira tão amável, pronta pra ajudar e por que, outras vezes, amarro a cara pra pegar a minha mochila e catar a tesoura. Tem a ver com a carona também, sempre resolvo os problemas de carona das pessoas. Mas quando elas percebem e começam a me pedir carona, eu quase invento desculpa.
    Simplesmente não gosto de folga, de hábito. Gosto de prestar favores, acredito que pelo bem que nos faz de ajudar alguém. Mesmo alguém um pouco egoísta que sou. Mas quando esse alguém começa a se aproveitar da solicitude (nem sei se estou usando a palavra corretamente), perco a carinha de anjo. Pronto. Dilema resolvido. E eu nem precisava ter pensado. Dã.

    Vi O Sorriso de Mona Lisa. Lindo lindo filme. Mas não estou com cabeça pra comentar, saco. Tinha algumas idéias dispersas em mente, mas estou no MSN e pensando no trabalho de Geografia. Não vai dar. Essa eu passo. Ao menos dessa vez.

    said by Caroll at 9:48 PM

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    Terça-feira, Julho 08, 2008
    Sinto que não ando relatando muitos detalhes da minha vida aqui ultimamente.
    Nem ando tão ocupada assim, embora, como eu já disse, muito esteja acontecendo.
    De qualquer forma, sempre que abro o Blogger, essa caixinha branca me arranca toda a inspiração que sentia minutos antes... Por isso que acho que meus devaneios deveriam ser gravados em CD (os de banho, não os de privada). Hoje fui comprar minha Almodeja, como tinha prometido pro Leandro. O Leandro Japa. Como não poderia deixar de ser, ele é o único encontrado como objeto de algumas dessas fantasias e conversas imaginárias. Estávamos sentados na arquibancada do ginásio conversando. Só que em meus sonhos, eu sempre desando a falar (acho que é pela falta de resposta).
    Comecei a falar sobre.. Não me lembro por onde comecei, só me lembro do ponto que disse a ele que às vezes pensava como as coisas poderiam ter sido diferentes... Um pesar me invadiu de súbito. Por algum motivo, eu senti aquele peso no peito, como se fosse despencar. Penso nas pequenas coisas que poderia ter feito diferente, o que poderia ter dito e não disse. Algo que não é arrependimento, mas uma coceirinha que me faz perguntar como teria sido se eu escolhesse outros caminhos. Voltei um pouquinho no tempo, quando decidi mudar de colégio
    Aí ele disse: E se arrepende?
    Não, não, torno a responder, rápida. Mesmo assim, minha insegurança pairava no ar. Acontece que no Catarinense, eu vivia numa imensa bolha. Tão imensa e opaca, que eu não a percebia. Agora eu sei que, embora muitos tivessem achado a saída e transitavam livremente entre o mundo exterior e a bolha, mais ainda viviam, sem consciência alguma disso, na mesma bolha que eu.
    Ele me acharia maluca, mas como não me interrompeu, continuei descendo mais fundo.
    Mesmo assim, não fiquei livre, estou presa a ela para sempre... Volto aqui toda terça à noite e algumas quintas à tarde. E toda vez que eu volto, sinto uma segurança, um calor diferente. Não sou mais eu. Me sinto mais segura do que quando eu ainda estava presa ali. Nessas horas que me pergunto se fiz a decisão certa, se não deveria ter me acomodado onde estava. No fundo, sei que não. Mesmo assim, queria me soltar. Não totalmente, só mais um pouco, pra não ter mais a dúvida.
    Deves estar me achando louca, falando desse jeito. Acho que eu falo muito mesmo. Às vezes.
    Pode falar, estou ouvindo, disse com um sorriso - Ok, essa eu criei agora, mas achei o máximo!
    Aí que eu volto mais um pouquinho, quando mudei de curso de inglês, será que teria sido diferente se tivesse mudado antes, ou continuado no Teddy Bear até o fim? E deveria eu ter saído mesmo do Francês? Poderia viajar seis meses a mais, pro Québec. Penso em tudo que poderia ser diferente. Agora, já no embalo, penso que poderia ter morado em Minas Gerais ou Curitiba, se meus pais não tivessem voltado pra cá. Eu conheceria a Disney com a minha avó, se ela não tivesse adoecido. Ou com a minha mãe, se ela não tivesse largado o CCAA. E contaria meus dias para o meu avô, que era muito calado, diante da tagarelice da vó. Isso até onde me lembro, porque ambos foram cedo. Cedo demais. A não-morte deles teria provocado muitas mudanças na minha vida, não tinha pensado tão a fundo. A vó poderia me buscar no intercâmbio e me mostrar os EUA inteiros. O vô não teria largado a padaria e talvez, só talvez, aquilo ainda estivesse de pé e o dinheiro rolasse mais fácil. Ela também me ensinaria a cozinhar.
    Voltando ao sonho (porque o "sonho" e a atual "inspiração" já se misturaram), eu entraria no assunto da minha mãe. Como eu teria passado os últimos anos se ela nunca tivesse ficado doente...? Foi aí que tive uma cruel vontade de chorar. Mas me segurei. Queria que ela nunca descido tão fundo e... Não, não vou ficar enchendo seus ouvidos com isso.
    Girei a torneira e me sequei. Saí do banheiro quente pensando em duas coisas (uma me parece menos relevante, mas mesmo assim fiz uma comparação que acho que vale a pena): A primeira foi minha mãe, junto com o aperto no peito. E a outra foi a mudança de colégio. Já se passaram seis meses e eu ainda penso tanto nisso... Talvez porque esteja sem um grupo sólido de amigos no Energia. Isso me parece besteira, eu tinha era que parar de pensar nisso (lá vem o post de ontem) e tocar em frente ao invés de olhar pra trás. Quando dizia a ele sobre trocar de colégio, falei das minhas amigas. Mesmo voltando à bolha duas vezes por semana, não dá pra voltar totalmente. Eu não tenho livre trânsito. Nem dentro, nem fora.
    Exemplo? Faz séculos que não vejo a Julia, por exemplo. A gente só se cruza por minutinhos de vez em quando no inglês. A Cássia também. Com a Vitória quase não saio mais, nem a vejo direito... Não sei se eu esperava não me afastar de ninguém, apesar de tudo. Aí veio a comparação: Acho que é assim que acontece com aqueles casais que se separam, mesmo ainda amando um ao outro. O que deu errado com eles? - Eu viraria para ele tentando consertar o que dissera:
    Não que eu e a Julia sejamos um casal. - Logo esqueceria o constrangimento - Mas pensa. Nunca tinha parado pra pensar nessas separações (acho que é do livro que eu estou lendo), mas elas existem sim. Gente que ainda sente alguma coisa um pelo outro. Então o que pode ter dado errado? Simplesmente a convivência não deu certo.
    Isso deve doer. Se dói com uma amizade, deve doer muito com amor também. Talvez até mais. Se separar de quem a gente gosta tanto me traz aquela vontade de chorar de novo. Divórcio. Por conta própria, abrir mão de um amor, como é possível? Talvez a chama seja bem mais modesta que no início, mas e o resto? A cumplicidade que se formou. O conforto que sentiam um na presença do outro.. Não vale? Que não tenha dado certo, morar juntos... Tinha que ter uma solução. TINHA. Nem tem. Pior ainda, quando a perda é a força. Como a minha avó. E meu avô. Morte.
    Dói demais, dói fundo nunca mais poder ver alguém. Engraçado é que só agora eu sinto. Talvez porque tenha amadurecido um pouquinho. Ou talvez não seja amadurecimento, só um misto de aborrescência e cansaço. Tá, é exagero. Não foi só agora que senti, sempre senti. E isso sempre me fez chorar. Mas hoje, que ando pensativa... Essa sombra abateu-se sobre minha cabeça quando toquei na água quente e comecei a pensar.
    E passou. Talvez seja por isso que mantenha um blog. Estava tendo a idéia de manter um diário na viagem. Nem tinha lembrado deste blog em especial. Era mais no Word mesmo. Pra salvar e reler de vez em quando. Ou nunca. Ou quando me tornar famosa e alguém leiloar ou vender no E-Bay.
    Ok Carol, não delira.

    said by Caroll at 8:08 PM

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    Segunda-feira, Julho 07, 2008
    Ai a Lua. Crescente, estou quase certa. Agora é só esperar alguns dias e ver se estou certa.
    As coisas estão andando. A Nicole passou o primeiro fim de semana dela aqui comigo e, para ser sincera, não estou certa se eu quero que ela volte. Fico dividida, e me sinto horrível pensando assim, que ela pode atrapalhar minha formação de grupo lá na sala... Mas eu bem que preciso de amigos novos. Tá, essa parte se arrasta, mas tá andando.
    A reunião do intercâmbio foi nada mais do que repetitiva e (pouco) informativa. Mas tudo isso - e o novo livro - tem me consumido muito tempo. Nem escrevo mais. Nem aqui, nem na aula de redação nem em lugar nenhum. Péssimo... Meu projeto de livro estagnou. Teria que comprar um notebook para escrever no meu tempo livre. Só o que não queremos é ficar horas trancada num quarto, anti-social. Quero conhecer gente, fazer coisas diferentes e nem parar pra pensar na vida. Tenho medo de sentir. Solidão, ou que está tudo errado. Porque se a gente parar pra pensar, tem muita coisa meio errada. Tudo bem, a gente leva como pode, remendando os furos aqui e ali. Tomara que não rasgue tudo. Aí os pedaços espalhariam-se no chão e seria muito difícil juntá-los. Mesmo que, depois de muito trabalho e, provavelmente, ainda mais ajuda, conseguisse unir tudo... Como ignorar as marcas? As marcas e remendos que começam a aparecer. Acho que no fundo, todo mundo tem disso. Esses problemas varridos pra debaixo do tapete. Tem uma música da Pink que diz: You get what you're given. It's all how you use it.. Ou ainda: Se a vida te dá limões, faça limonada. E é isso que vou fazer. Limonada.
    E semana que vem eu confiro pra ver se a lua já está cheia.

    said by Caroll at 8:19 PM

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